A voz dos peritos: relatório de 2016 sobre as doenças da madeira (Esca / BDA)

O ano começou com uma primavera húmida e amena em muitas regiões de França, o que permitiu que a folhagem da vinha se desenvolvesse fortemente. Um clima ideal para a proliferação dos agentes patogénicos responsáveis pela Esca/BDA e pela Eutipiose.

Durante a época, registou-se uma vaga de calor, mesmo seca, que pôs as videiras à prova. Resultado: a partir de 15 de agosto, registou-se uma sobreexpressão dos sintomas foliares ligados às doenças do lenho.

Florian Boulisset, responsável pela rede de experiências da Agrauxine sobre as doenças do lenho na vinha, dá-nos o seu ponto de vista:

"2015 foi um ano suave, com uma média de 5,2% de sintomas foliares. 2016 foi um ano recorde, com níveis médios de expressão de 8,2%, e até 30% numa parcela no Gers. No leste de França, a gravidade da doença não tem precedentes, segundo alguns viticultores.

O impacto económico é direto para os viticultores, com uma perda de rendimento e uma deterioração da qualidade da colheita. A isto juntam-se os custos indirectos de substituição das vinhas mortas e a consequente perda de colheita.

A Agrauxine tem vindo a monitorizar o desenvolvimento das doenças do lenho na vinha através da sua rede nacional de mais de vinte parcelas em funcionamento desde 2012. Isto permite às suas equipas avaliar o Esquive® WP no terreno.